Institucional

O polvo roxo, com checklists e ferramentas
É hora de pensar no novo z/VM. Como será?
O z/VM 7.5 está disponível mundialmente desde 18 de setembro.
Quem utiliza z/VM 7.3 ou 7.4 já pode colocar a atualização na pauta. Quem pretende começar com z/VM tem uma nova versão para avaliar, conferindo os requisitos e a compatibilidade do ambiente.
Até aqui, a notícia é simples.
A conversa fica mais interessante quando alguém pergunta:
“Vamos atualizar o que temos ou instalar tudo de novo?”
É nessa hora que eu puxaria uma cadeira na Sala de Reuniões.
Qual é a melhor estratégia?
Existem dois caminhos básicos: uma instalação nova, a Traditional Installation, ou a atualização de um sistema existente, o método Upgrade.
Qual é o melhor?
Depende do que você tem, do que precisa preservar e de onde quer chegar.
O caminho que funciona muito bem em uma empresa pode dar trabalho desnecessário em outra. Até dentro da mesma empresa, ambientes diferentes podem pedir estratégias diferentes.
Antes de escolher o procedimento, vale conhecer a instalação.
O que pesa nessa decisão?
Se você está lendo este texto, então já recebeu o PDF “O poder da decisão”, que compartilho com os assinantes desta Newsletter, e conhece algumas das perguntas que ajudam nessa escolha.
A carga de trabalho é uma das perguntas chave. Os componentes utilizados, os produtos instalados e as personalizações também entram na conversa.
Se o ambiente tem um histórico de adaptações em componentes e produtos, eu examinaria com atenção a possibilidade de um upgrade. Há trabalho acumulado ali que merece ser considerado e mantido.
Isso inclui verificar o que pode ser preservado, o que exige adaptação e o que precisa ser validado na nova versão.
Já em um ambiente que utiliza o z/VM principalmente como plataforma para máquinas Linux, com poucas personalizações no próprio sistema, eu também avaliaria uma instalação nova, seguida da incorporação criteriosa das configurações necessárias.
A palavra importante é avaliaria.
Hospedar Linux, por si só, deixa muita coisa por contar sobre uma instalação. Rede, segurança, automação e ferramentas de gestão também fazem parte dessa história.
Cada caminho tem seu planejamento, seu esforço e seu tempo de execução.
A decisão começa por entender o seu ambiente.
Primeiro ou segundo nível?
Essa é outra escolha — relacionada à anterior, mas com uma pergunta diferente: onde a instalação será executada?
Em primeiro nível, o z/VM roda diretamente em uma ou mais partições lógicas, as LPARes. A preparação envolve os recursos para criação dessas unidades, os dispositivos, o acesso pelo HMC/SE e o método escolhido para disponibilizar a mídia de instalação. Pode exigir reiniciar todo o Mainframe.
É uma alternativa que exige coordenação prévia com quem cuida dessa infraestrutura e pode afetar todo o ambiente.
Em segundo nível, o novo sistema roda como uma máquina virtual sob um z/VM existente. Esse ambiente pode facilitar ensaios, repetições e testes, desde que o hospedeiro e os recursos disponíveis atendam aos requisitos.
Há um detalhe importante no z/VM 7.5: upgrade e instalação em segundo nível deixam de usar um servidor FTP durante a instalação. Pode ser usado na preparação do minidisco CMS, criado apenas uma vez, permanecendo como alternativa. Para primeiro nível, a opção por FTP continua disponível substituindo o minidisco CMS, porém com maior uso de rede.
É o tipo de mudança que merece entrar no planejamento antes de reaproveitar o roteiro da instalação anterior.
E vale separar as escolhas: Traditional Installation ou Upgrade define a abordagem; primeiro ou segundo nível trata do ambiente de execução. Os próprios procedimentos estabelecem como essas decisões se combinam.
Qual combinação faz sentido para você?
Depende do objetivo, da infraestrutura e das condições para preparar, testar e colocar o sistema em produção.
“Mas está tudo no manual…”
Está lá a documentação que orienta o trabalho. E ela é indispensável.
Minha referência técnica é o manual z/VM 7.5 Installation Guide, da IBM:
É a mesma documentação utilizada pela fabricante ou qualquer outra pessoa que for executar a tarefa. Você mesmo e a sua equipe podem estudar os procedimentos e conduzir a instalação. Considere o preço disso.
Então, onde entra a experiência?
Em reconhecer quais instruções se aplicam ao seu cenário. Em perceber uma dependência antes de chegar à etapa que precisa dela. Em distinguir o que já está pronto daquilo que apenas parece estar.
Tenho checklists mastigados para apoiar esse trabalho. São obrigatórios? De jeito nenhum.
São instrumentos que preparei com base na documentação e na experiência de executar esse tipo de atividade. Ajudam a organizar as verificações e a acompanhar o caminho escolhido, reduzindo desvios, impasses e retrabalho. Já vi profissionais experientes se perderem na navegação de um manual de instalação como este, cheio de decisões e variáveis.
O checklist ajuda a lembrar. A experiência ajuda a perguntar. Pense no custo da experimentação
Há caminhos diferentes, condições específicas e etapas que dependem de decisões anteriores. Conhecer a plataforma ajuda muito; reconhecer o percurso aplicável àquela instalação exige atenção.
Um parágrafo lido fora de contexto pode virar horas de investigação. Uma condição percebida tarde pode exigir refazer parte ou todo o trabalho.
Por isso, quando alguém me pergunta quanto tempo leva uma instalação, minha primeira reação é querer conhecer o cenário.
O tempo de executar os comandos é apenas parte da conta.
Também entram a preparação, as validações, os testes e o que será necessário para colocar aquele ambiente em uso.
Experimentar tem seu lugar. Vale escolher quando — e a que custo.
Durante a preparação, um ensaio produz aprendizado. Dentro de uma janela apertada, a mesma descoberta pode comprometer a entrega.
Na edição anterior, falei sobre minha preferência por dedicar 80% à preparação e 20% à execução, como orientação de trabalho.
A escolha da estratégia é parte importante desses primeiros 80%.
Posso ajudar você a avaliar as alternativas ou realizar esse trabalho junto com a sua equipe.
A conversa começa pelo que vocês têm hoje, pelo resultado esperado e pelo prazo disponível. A partir daí, podemos definir uma ou mais possibilidades e o apoio necessário para seguir em frente.
Foi esse tipo de trabalho que realizei com clientes durante meus quase 37 anos na IBM.
Hoje, essa experiência está disponível para você por meio da Clovis Consulting — tanto para apoiar a execução quanto para preparar e orientar quem vai executá-la.
Antes de reservar a janela de instalação, reserve um tempo para essa conversa.
Fale comigo sobre o seu projeto.
Quem chega antes consegue os melhores lugares.
Inclusive na minha agenda.
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