O que temos para esta semana?
Na seção Institucional, não deixe o Mainframe virar uma caixa-preta.
Na seção História uma caso real acontecido em 1992.
Na seção Dicas, o comando INDICATE USER.
Institucional

A caixa-preta
Por que o Mainframe não pode ser uma "Caixa-Preta" na sua Gestão
Senhor Gerente de TI,
Muitas vezes, o ambiente z/VM é tratado como uma infraestrutura que "simplesmente funciona" ou nem sequer é percebida, como se o z/VM fosse invisível. Já atendi Clientes pedindo ajuda para suas “VM” se referindo a máquinas virtuais z/Linux.
O risco surge quando essa confiança se transforma em desconhecimento. Com a nova geração de analistas buscando outras afinidades, o Mainframe corre o risco de virar uma caixa-preta: ninguém mexe, ninguém questiona, até que algo falha. Eles sabem apenas que funciona, e só percebem que algo mais existe quando o “algo” deixa de funcionar. É quando se instala o pânico.
A Clovis Consulting nasceu para iluminar essas entranhas. Minha visão é que o conhecimento de 42 anos não deve ser um arquivo morto, mas um seguro ativo para sua operação. Garanto que sua equipe foque no negócio, enquanto eu cuido da complexidade técnica que garante a continuidade operacional. Principalmente no momento mais crítico, quando uma nova versão precisa nascer, sem trazer dores insuportáveis.
História

Um Data Center típico nos anos 80/90
A crônica da semana: A Produção não pode ser impactada
O mundo dos Mainframes é recheado de surpresas. Não basta apenas rodar um programa instalador e responder perguntas previamente estabelecidas, para depois sair usando. Muitas destas perguntas dependem de planejamento e decisão.
Em 1992 fui escalado para uma tarefa não padrão: atualizar um Data Center sem interferir na Produção do Cliente. Na época, eles possuíam um Mainframe 4341 em operação com discos 3350, rodando uma Partição MVS e duas VM/SP. Adquiriram uma nova 4381 e discos 3375, pois eram equipamentos mais robustos. Até aí, nada de mais.
O complicador era uma cláusula contratual: os equipamentos em uso deveriam ser devolvidos até o final do mês, ou haveria uma multa pesada para o Cliente. Eu fui escalado no segundo dia do mês, para executar a migração em menos de 30 dias, mantendo a Produção rodando de forma ininterrupta. Ou quase, pois o Cliente não trabalhava nos finais de semana. Eu e um colega especialista em MVS traçamos o plano arrojado de execução, sem volta. Em resumo, foi assim:
Primeira semana: Desempacotar e montar o novo Mainframe e os discos novos, trabalhando em conjunto com a DT (Divisão Técnica).
Primeiro fim de semana: Instalei VM/XA usando o novo Mainframe e os discos novos. O MVS foi ajustado para rodar na nova maquina.
Segunda semana: mapear e definir conexões entre a 4381 e os discos antigos. A preocupação não era Performance, mas Conectividade. Um canal para cada controladora de discos era suficiente no momento. Alguns canais precisaram ser remanejados. Tomamos cuidado para não impactar a Produção.
Segundo fim de semana: testar e validar os discos antigos no novo Mainframe. Com os acessos funcionando, os demais canais de discos foram remanejados para o novo equipamento. Sistemas antigos foram definidos em segundo nível sob o VM/XA. Testado IPL do MVS. O Mainframe antigo foi liberado para desligamento. A Produção foi impactada positivamente, no quesito Performance.
Terceira semana: Remoção do Mainframe antigo, feita pela DT.
Terceiro fim de semana: cópia lógica dos dados dos discos 3350 para os 3375. Discos esvaziados foram liberados para desinstalação. Houve melhoria nos tempos de execução dos batches.
Quarta semana: Migração dos sistemas em segundo nível para primeiro nível. Últimos ajustes no MVS.
Quarto fim de semana: Finalização e validação da migração. Últimos discos desligados e liberados para devolução, dentro do prazo. A Produção já estava estabilizada nos novos patamares.
Esta atividade atestou que Mainframes possuem capacidades inimaginadas, quando usados com planejamento. Eu, meu colega de MVS e as equipes envolvidas fomos convidados para o evento dos Melhores do Ano de 1992, uma Convenção de uma semana com tudo pago. O Cliente ficou muito satisfeito e nós com o sentimento de missão cumprida. Valeu as noites mal dormidas, os fins de semana longe de casa e os fios de cabelo sacrificados.
Dicas

Como está minha ”VM”?
INDICATE USER: Como ler a "saúde" da sua máquina virtual em segundos
No dia a dia do z/VM, a velocidade de diagnóstico é tudo. Um dos comandos mais poderosos e simples no CMS é o INDICATE USER. Se você suspeita que uma máquina virtual está "pesada", digite:
#CP IND USER
A saída lhe mostrará dados vitais como:
PAGES: Quantidade de páginas residentes.
WORKING SET: Memória real que o usuário está ocupando.
CPU: Percentual de processamento imediato.
Claro que precisa conhecer um mínimo de como o z/VM funciona, para saber o que está bom e o que está ruim.
Entender esses números separa o operador comum do analista que realmente domina o ambiente.
Se você digitar este comando em uma tela preta e receber a mensagem de comando desconhecido, você está rodando sob controle de outro sistema, que pode ou não ser um z/VM. Exemplo, dentro do Linux sob z/VM o comando seria “vmcp ind user”.
Para onde ir daqui? Fale comigo!

