1. Fusca Azul ou Vaca Roxa? Conhece os termos?

Fusca Azul é uma antiga brincadeira infantil.

Durante uma viagem de carro, com crianças no banco traseiro, quando uma delas vê um Fusca azul, anuncia a descoberta em voz alta e dá um cutucão ou tapa leve na outra. Confirmada a descoberta, a brincadeira continua. Caso contrário, pode haver um revide. Isso mantém as crianças atentas à viagem — e ocupadas durante o percurso.

Vaca Roxa é um termo do marketing. Imagine a mesma viagem, agora passando por uma zona rural. Existem diversas manadas ao lado da rodovia. Depois de algum tempo, você se acostuma com a paisagem e quase deixa de reparar nela. Até que surge uma vaca roxa no meio do rebanho.

Provavelmente você reduz a velocidade ou até para o carro. Olha outra vez, desconfiado dos próprios olhos. Mas a criatura está lá, desafiando toda a lógica.

Os dois termos se aplicam a alguma coisa que se destaca. Algo raro que chama a atenção.

Trazendo a ideia para o mundo dos Mainframes, podemos chamar de Profissionais Fusca Azul os experts em z/OS disponíveis no mercado. Você sabe que eles existem, mas percebe que estão desaparecendo em grande velocidade.

Quando se trata de experts especializados em z/VM, podemos chamá-los de Profissionais Vaca Roxa. Você já ouviu falar deles. Sabe até que podem existir. Mas quando foi a última vez que encontrou um disponível?

Minha experiência, meu skill acumulado desde 1984 e minha atual disponibilidade me credenciam como um Profissional Vaca Roxa.

E eu posso trabalhar para sua empresa de diversas formas: analisando, instalando, corrigindo, acompanhando, executando ou transferindo conhecimento.

Também posso trabalhar ao lado de quem precisa encontrar profissionais para esse mercado.

Recrutadores, esta conversa também é com vocês.

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2. Conheço muitas soluções. Mas qual é mesmo o problema?

Existem diversas soluções para diversos tipos de problema. Já passei pela maioria, envolvido com o mundo do z/VM desde 1984.

Mas, para dizer como posso ajudar, preciso que VOCÊ me conte qual é a sua necessidade.

Nossa conversa deve começar por um contato pessoal. Todo o meu trabalho é baseado em confidencialidade. O que eu ouvir ficará apenas entre nós, mesmo que a conversa termine ali.

Esse primeiro encontro é gratuito e livre de qualquer obrigação para ambas as partes. Serve para situarmos o problema, avaliarmos os caminhos possíveis e combinarmos agendas.

Pode acontecer por telefone, videoconferência ou presencialmente, dependendo do local. Sugiro começar pelo WhatsApp.

Vamos combinar uma coisa: minha primeira solução pode ser “Procure outra pessoa”, caso o problema esteja fora do meu escopo. Prefiro uma indicação honesta a conduzir você por um caminho no qual outra pessoa chegaria mais rápido.

Se concluirmos que vale a pena continuar, o próximo passo será burocrático, ainda antes da parte técnica.

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Um mentor e dois alunos na frente da console

Mentoria em ação

3. Assuma o controle da atividade

Neste ponto, teremos um esboço do roteiro técnico. Agora precisamos abrir o caminho comercial para que o trabalho aconteça.

A Clovis Consulting pode precisar ser cadastrada como fornecedora, ou em categoria equivalente, para que sua empresa consiga comprar os serviços. E você possa me chamar.

Na nossa primeira conversa, diga o que é necessário para efetivar esse cadastro. Posso entregar meu Contrato Social e os demais documentos solicitados, sem problema.

Concluído o cadastro, partimos para a Reunião de Preparação, usando horas faturadas e previstas em contrato. Nela, discutiremos os checklists da atividade e definiremos a agenda seguinte. É quando assinamos o Contrato.

A atividade será feita por meio de pacotes de horas pré-definidas, múltiplos de oito. Se a estimativa inicial for insuficiente, combinamos adendos contratuais. Vai depender da evolução da tarefa.

Algumas corporações bloqueiam a contratação direta de MEI. Se esse for o caso, verifique como sua empresa contrata serviços técnicos especializados ou fornecedores para atividades específicas.

Se essa porta estiver fechada, ainda existe outro caminho.

Falo sobre ele mais adiante.

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4. O Mainframe ainda está a caminho

Esta é uma situação hipotética, mas perfeita para explicar nossa abordagem.

Suponha que sua empresa nunca tenha tido um Mainframe, mas mudou de ideia por algum motivo. Talvez esteja crescendo. Talvez tenha descoberto uma necessidade nova. Talvez esteja perdendo mercado.

O que vai acontecer?

O fabricante provavelmente oferecerá diversos pacotes junto com o equipamento.

Nas décadas de 70/80/90, existia no Rio de Janeiro e em São Paulo, os Centros Educacionais da IBM, parecidos com um resort, onde novos clientes eram recebidos para um treinamento intensivo.

Esses Centros Educacionais já deixaram de existir.

Talvez eu volte a esse assunto em outra Newsletter. Tenho curiosidade de pesquisar com mais cuidado quais processos ocuparam o lugar daquele modelo — e o que se ganhou ou perdeu nessa mudança.

Naquela época, as equipes passavam várias semanas na companhia de experts nos produtos contratados.

Se havia MVS no pacote, recebiam uma avalanche de siglas, comandos, manuais e rotinas. O foco era JCL, TSO/ISPF, DFSMS, JES, CICS, etc. Se o pacote incluía VM/CMS, a equipe entrava em contato com CP/CMS, DIRMAINT, TCP/IP e outros componentes.

Os profissionais mais experientes aprendiam alguns comandos, exercitavam outros e voltavam para casa sobrecarregados de informação.

Ao final do treinamento intensivo, a equipe saía da maternidade com um bebê recém-nascido nos braços e algumas noções de como cuidar do filho novo.

Sempre estive fora desse processo, atuando do outro lado do muro. Minha equipe consistia nos pediatras (ou bombeiros) chamados de madrugada, quando as crianças choravam demais — ou ficavam quietas demais.

Como posso ajudar hoje, na prática?

Falando especificamente de z/VM, posso melhorar o comportamento desse recém-nascido: eliminar pontos de falha, customizar a instalação, adaptar o ambiente à realidade da empresa e reduzir o tempo necessário para chegar a um sistema estável.

Tudo isso com menos madrugadas mal dormidas e sem choro.

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5. Já temos Mainframe. O que falta é z/VM

Esta é outra situação hipotética, mas merece atenção.

Agora o treinamento pode deixar de durar semanas ou meses e se transformar em apenas alguns dias. A premissa costuma ser simples: a equipe já conhece Mainframe e aprenderá rapidamente o restante.

Só que essa equipe pode estar envolvida em muitas outras atividades, sem qualquer relação com z/VM. É um problema muito atual no mundo Linux.

Se eu for acionado para a tarefa, começaremos pela reunião de alinhamento. Mudam os checklists, mas a ideia permanece: entender o que está chegando e preparar o ambiente para a realidade de quem vai usá-lo.

Sem esse cuidado, você pode receber outro bebê padrão, ajudado a nascer pelo pediatra que estiver de plantão no momento do parto.

Tem detalhes que fazem muita diferença: quantidade de imagens, conectividade entre elas, compartilhamento de dados, responsabilidades, segurança, continuidade e recuperação.

Cada item merece sua própria cota de atenção. E as respostas mudam conforme as plataformas envolvidas.

Outra hipótese: sua empresa já utiliza z/VM, mas precisa fazer uma atualização.

Aplicam-se as mesmas considerações.

Antes de mexer, entender. Antes de executar, preparar. Depois da mudança, acompanhar.

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6. O cadastro foi recusado. Toda esta conversa foi inútil?

Chegamos ao ponto principal desta Newsletter.

A empresa definitivamente evita contratar MEIs. E agora?

Simples: mudamos os interlocutores.

Vou conversar com quem pode me levar para realizar esse trabalho, mesmo que de forma terceirizada.

Você receberá o mesmo serviço personalizado, no menor tempo possível e feito diretamente por quem conhece a estrada. A diferença estará no formato: será um subcontrato ou uma parceria.

Sua empresa provavelmente já tem alguém habilitado a encontrar e contratar profissionais: um recrutador.

Peça ao recrutador um profissional com boa base em Mainframe e experiência compatível com a necessidade. Quanto mais rara e específica for a combinação exigida, maior será o tempo da busca.

Se pedir um profissional nível Vaca Roxa, a vaga pode permanecer no limbo por anos. Você pode esperar tudo isto?

Se procurar um nível Fusca Azul com potencial e apoio especializado, as possibilidades se modificam.

Cite meu nome como perfil de referência.

A partir daqui, eu mudo meu foco e passo a conversar com o seu recrutador.

E o que um recrutador pode fazer quando encontra um profissional com perfil Vaca Roxa?

Minha sugestão: multiplicar esse conhecimento entre vários clientes da carteira.

Como?

Contratando um profissional nível Fusca Azul para atender ao cliente, como CLT e/ou presencial, porem acrescentando um diferencial exclusivo da sua proposta: essa pessoa terá acompanhamento especializado e mentoria sob demanda.

Esse diferencial pode ser um Banco de Horas de Mentoria, contratado pelo recrutador para uso semestral ou anual e disponibilizado ao profissional alocado.

Desconheço uma oferta estruturada dessa forma no mercado atual. Talvez ela já exista com outro nome. Ainda assim, diante da escassez de especialistas, considero uma alternativa viável — e uma opção que merece ser examinada com carinho.

Em vez de esperar indefinidamente pelo candidato que reúne todas as especialidades, o recrutador passa a oferecer algo novo: um bom profissional, acompanhado por um especialista durante seu desenvolvimento e nos momentos em que a experiência fizer diferença.

O Banco de Horas pertence à solução apresentada pelo recrutador. É ele quem transforma a mentoria em diferencial comercial para o cliente e em suporte técnico para o profissional alocado. O mesmo Banco de Horas pode atender a diversos Clientes.

Eu farei a mentoria personalizada.

Podemos combinar o formato: reuniões presenciais ou remotas no início, seguidas por consultas sob demanda em situações específicas, sempre com a autorização prevista para uso do Banco de Horas.

Quando as horas estiverem terminando, eu e você, recrutador, conversamos sobre a renovação ou o encerramento do acordo. Essa decisão dependerá da maturidade alcançada pelo profissional e da quantidade de mentorados que ainda utilizam o Banco de Horas.

O recrutador amplia sua capacidade de atender a uma vaga rara.

O cliente recebe um profissional acompanhado.

O profissional desenvolve uma especialidade valorizada.

E o conhecimento de um Vaca Roxa começa a se multiplicar.

Mas nesta solução surge um novo problema: Agenda.

Um profissional raro pode estar disponível hoje e comprometido com outro projeto amanhã. O mesmo vale para as horas de mentoria. Um Banco de Horas precisa ser combinado enquanto as agendas do profissional, do recrutador, do cliente e do mentor ainda conseguem se encontrar.

Quem chega cedo consegue os melhores lugares.

Por isso, vale iniciar essa conversa antes que a vaga se transforme em urgência. Assim, o recrutador ganha tempo para localizar o profissional, organizar a parceria e apresentar ao cliente uma solução completa, adequada ao momento atual.

Voltando ao Item 2: só você conhece o tamanho do problema.

Eu sugiro caminhos.

Conclusão

Seja você o responsável pelo Data Center onde o z/VM roda — ou vai rodar —, seja você o recrutador encarregado de colocar um profissional lá dentro, deixo um convite que nenhuma IA pode fazer:

Vamos continuar esta conversa depois de um aperto de mãos?

Contatos.

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